BANCO COMUNITÁRIO MUNICIPAL DE DONA INÊS É EXEMPLO EM EVENTO NA AMAZÔNIA
A Amazônia assumiu o papel de epicentro dos debates sobre o futuro da economia solidária e do desenvolvimento sustentável no Brasil com o início do Encontro Amazônico da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, que ocorre entre os dias 02 e 08 de julho de 2026. A abertura oficial do evento foi marcada pelo Seminário "Amazônia Circular: Finanças Solidárias e Estratégias Territoriais para uma Transição Energética Inclusiva, Justa, Sustentável e Comunitária", realizado no auditório da Secretaria de Estado das Mulheres, em Belém, no Pará. Entre as diversas vivências compartilhadas no primeiro dia de programação, a experiência do estado da Paraíba despontou como um dos grandes exemplos nacionais de inovação em gestão pública e soberania econômica local.
O protagonismo paraibano ficou por conta do Banco Comunitário Municipal de Dona Inês, município localizado no Curimataú paraibano, que foi convidado a apresentar suas práticas bem-sucedidas no painel das 15h30, intitulado "Bancos Municipais: a experiência da moeda social 'Dona Inês'". A palestra foi ministrada pelo prefeito do município, Antônio Justino de Araújo Neto, que compartilhou com gestores, pesquisadores e lideranças comunitárias de todo o país como a implementação de uma moeda social própria transformou a dinâmica socioeconômica da cidade.
A participação de Dona Inês no encontro nacional evidencia como as políticas públicas de economia solidária (ecosol) e finanças solidárias podem revolucionar de forma profunda e estruturante os pequenos municípios brasileiros. Ao instituir o banco municipal e circular sua própria moeda social, a gestão paraibana demonstrou na prática uma alternativa eficaz para reter a riqueza no próprio território, fortalecer o comércio local e garantir autonomia financeira aos cidadãos em situação de vulnerabilidade. O modelo serve de inspiração e guia para que outras prefeituras e territórios, especialmente na região amazônica, redesenhem suas formas de gerir recursos públicos e comunitários.
Além do caso de sucesso da Paraíba, o seminário de abertura contou com uma mesa de debate mediada por Joaquim Melo, da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, que reuniu representantes do Banco Tupinambá e do Banco Social Assubank, Banjus para discutir o panorama das finanças solidárias na Amazônia. O evento também abriu espaço para o intercâmbio internacional com a palestra de Manuel Rodriguez, da Fundação das Caixas Econômicas Alemãs (DSIK), que abordou o modelo de poupança e crédito alemão, enriquecendo o diálogo sobre sustentabilidade e inclusão financeira global.

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